Calino Fr. 1

Calino Fr. 1 (trad.: C. Leonardo B. Antunes)


            Quanto mais tempo parados? Tereis quando um ânimo audaz,
               Jovens? Não tendes pudor quando os vizinhos vos veem
            Sendo passivos assim? Presumis que o período é de paz,
               Mas é a guerra que tem toda a extensão desta terra
            . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
               Que ele, até mesmo ao morrer, jogue uma última lança.
            Pois é uma esplêndida honra prum homem lutar defendendo
               Filhos, a terra e também sua legítima esposa
            Contra o inimigo. A morte só chega no tempo em que a Moira
               Tece a sua resolução. Vamos! Alguém corra adiante,
            Tendo sua lança na mão e guardando debaixo do escudo
               Um coração de valor, logo no início da luta,
            Pois não há meio de um homem fugir de sua morte fadada,
               Nem se tiver ancestrais vindos da raça imortal.
            Frequentemente a quem foge da morte na guerra e do baque
               Vindo das lanças, depois, chega-lhe a morte em sua casa,
            Mas de nenhuma maneira alguém sente sua falta ou o ama.
               Já pelo outro, porém, choram pequenos e grandes:
            Sem exceção sentem falta de um homem de espírito forte
               Quando ele morre e, ao viver, tratam-no qual semideus.
            Como se fosse uma torre ele é visto nos olhos do povo,
               Pois, sendo um só, ao agir, vale por muitos varões.

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